domingo, 27 de fevereiro de 2011

Hoje acordei...

"Hoje eu acordei numa casa diferente, num quarto diferente, sem nenhuma muleta, sem nenhuma maquiagem, meus amigos estão ocupados, meus pais não podem sofrer por mim. Hoje eu acordei sem nada no estômago, sem nada no coração, sem ter para onde correr, sem colo, sem peito, sem ter onde encostar, sem ter quem culpar. Hoje eu acordei sem ter quem amar, mas aí eu olhei no espelho e vi, pela primeira vez na vida, a única pessoa que pode realmente me fazer feliz"

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Dançar faz bem ao corpo e a alma...


O simples prazer de dançar bastaria para justificar a prática. Para que serve um beijo? Para que serve ler? Para que serve um pôr-do-sol?
Reclamar do tédio é fácil, difícil é levantar da cadeira para fazer alguma coisa que nunca se fez. Pois dia desses aceitei um desafio: fiz uma aula de dança de salão. Roxa de vergonha por ter que enfrentar um professor, um espelho enorme, outros alunos e meu total despreparo.
Mas a graça da coisa é esta, reconhecer-se virgem. Com soberba não se aprende nada. Entrei na academia rígida feito um membro da guarda real e saí de lá praticamente uma mulata globeleza.
Exageros à parte, a dança sempre me despertou fascínio, tanto que me fez assistir ao filme que está em cartaz com o Antonio Banderas, Vem Dançar, em que ele interpreta um professor de dança de salão que tenta resgatar a auto-estima de uma turma de alunos rebeldes. Qualquer semelhança com uma dúzia de outros filmes do gênero, inspirados no clássico “Ao Mestre com Carinho“, não é coincidência, é beber da fonte assumidamente.
Excetuando-se os vários momentos clichês da trama, o filme tem o mérito de esclarecer qual é a função didática, digamos assim, da dança.
Na verdade, o simples prazer de dançar bastaria para justificar a prática, mas vivemos num mundo onde todos se perguntam o tempo todo “para que serve?”. Para que serve um beijo, para que serve ler, para que serve um pôr-do-sol? É a síndrome da utilidade.
Pois bem, dançar tem sim uma serventia. Ela nos ensina a ter confiança, se é que alguém ainda lembra o que é isso. Hoje ninguém confia, é verbo em desuso.. Você não confia em desconhecidos e também em muitos dos seus conhecidos. Não confia que irão lhe ajudar, não confia que irão chegar na hora marcada, não confia seus segredos, não confia seu dinheiro.
Dormimos com um olho fechado e o outro aberto, sempre alertas, feito escoteiros. O lobo pode estar a seu lado, vestindo a tal pele de cordeiro. Então, de repente, o que alguém pede a você? Que diga sim. Que escute atentamente a música. Que apóie seus braços em outro corpo. Que se deixe conduzir. Que não tenha vergonha. Que libere seus movimentos. Que se entregue.
Qualquer um pode dançar sozinho. Aliás, deve. Meia hora por dia, quando ninguém estiver olhando, ocupe a sala, aumente o som e esqueça os vizinhos. Mas dançar com outra pessoa, formando um par, é um ritual que exige uma espécie diferente de sintonia. Olhos nos olhos, acerto de ritmo. Hora de confiar no que o parceiro está propondo, confiar que será possível acompanhá-lo, confiar que não se está sendo ridículo nem submisso, está-se apenas criando uma forma diferente e mágica de convivência.
Ouvi uma coisa linda ao sair do cinema: se os casais, hoje, dedicassem um tempinho para dançar juntos, mesmo em casa – ou principalmente em casa – muitas discussões seriam poupadas. É uma espécie de conexão silenciosa, de pacto, um outro jeito de fazer amor.
Dançar é tão bom que nem precisava servir pra nada. Mas serve.

Você tem as armas para dominar o seu dragão?



Um amigo muito próximo está com um problema maior do que ele pode lidar (neste momento, porque ele vai sair dessa!). A nossa tendência quando não conseguimos alcançar nossas próprias e loucas expectativas é nos frustrar e sentir raiva de nós mesmos, o que, na minha opinião, só piora as coisas.
Conversando com um psiquiatra, meu amigo levou para casa uma das falas mais sábias que já ouvi até hoje. Ele disse: "Não olhe o seu problema como algo que deve enfrentar, mas sim como algo que você deve se adaptar, se fundir, olhe como algo que aconteceu e que não vai te atrapalhar mais. Não é para matar o "dragão", é para fazê-lo dormir. se mata quando se tem armas".  
Achei isso fantástico, lindo e maravilhoso e dei um "tóin" em mim mesma após ler porque às vezes quero que as pessoas que eu amo consigam se livrar de seus problemas na porrada, como, por exemplo, P.A. e seu relacionamento tóxico.
Mas, a verdade é que não temos como matar o "dragão", mas temos como, aos poucos e suavemente, colocá-lo para dormir. Nem sempre temos as armas, então, querer como matá-lo?

Renascida das TREVAS kkkkk

Oi gente!
Então...rs nem sei por onde começar porque na verdade não gostaria de falar, pelo menos não agora, sobre meu sumiço. Pode ser pra vocês?
Ai BLOGS sempre tão monossilabicos!!
Escutei um : SIM.
Então fechou.
Aí vai mais uma crônica.

Bjo